A senadora Tereza Cristina (PP) comunicou a Flávio Bolsonaro (PL), em conversas reservadas, que não pretende reassumir o Ministério da Agricultura caso …
Tereza Cristina descarta Agricultura e ganha espaço na escolha do Itamaraty de Flávio

A senadora Tereza Cristina (PP) comunicou a Flávio Bolsonaro (PL), em conversas reservadas, que não pretende reassumir o Ministério da Agricultura caso ele vença a eleição presidencial. Apesar da recusa, aliados do candidato afirmam que ela deve influenciar a escolha de quem comandará o Itamaraty, com atenção à abertura de mercados para o agronegócio brasileiro.
As informações foram publicadas nesta quarta-feira (7) pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. Segundo interlocutores, Tereza e Flávio têm discutido o acesso dos produtores nacionais a compradores no exterior.
Ex-ministra da Agricultura durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), a senadora argumentou, conforme seus aliados, que não deseja retornar a uma função da qual considera ter saído bem. Seu nome também circula como possibilidade para o Ministério das Relações Exteriores, mas a prioridade relatada por pessoas próximas é disputar a presidência do Senado em 2027.
A participação de Tereza nas conversas sobre o Itamaraty ocorre enquanto a coordenação da campanha sinaliza aos partidos a preferência por quadros técnicos e políticos, evitando indicações consideradas radicais. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) era um dos nomes mencionados para a diplomacia.
Na Agricultura, a discussão envolve o deputado Pedro Lupion (Republicanos), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Em encontro com ruralistas na terça-feira (6), Flávio sinalizou que a bancada poderá indicar o futuro ministro, caso seja eleito.
Outro nome citado é o de Mauro Mendes (União Brasil), ex-governador de Mato Grosso e eleito senador no domingo (4). Ronaldo Caiado (PSD) também aparece nas conversas pela ligação com o setor, embora seja lembrado principalmente para um possível Ministério da Segurança Pública.
As negociações alcançam ainda a equipe econômica. Marcelo Kayath é apontado nos bastidores como favorito para a Fazenda, enquanto Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, também é mencionado. Para Minas e Energia, circulam os nomes do economista Adriano Pires e de Mauro Mendes.
A ex-presidente da Caixa Daniella Marques é cotada para uma pasta social ou para o BNDES. Já o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL), e o senador Ciro Nogueira (PP) aparecem entre as possibilidades para ministérios próximos à Presidência. Marinho, porém, tem como plano inicial concorrer ao comando do Senado.
Os nomes permanecem em discussão entre aliados. As conversas sobre a equipe não representam nomeações confirmadas e dependem de uma vitória de Flávio no segundo turno.




