Senadora de Mato Grosso do Sul também articula apoio para comandar a Casa.
PL oficializa Rogério Marinho para presidência do Senado, mas candidatura de Tereza Cristina movimenta disputa

Foto: Foto: Divulgação / Senado
O PL (Partido Liberal) oficializou nesta quarta-feira (4) a indicação do senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência do Senado Federal em 2027. O anúncio ocorreu após uma reunião entre parlamentares da legenda, em Brasília, e movimentou as articulações em torno da sucessão do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
A definição do PL, no entanto, não encerra as discussões dentro do campo político da oposição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também mantém seu nome colocado na disputa e trabalha na construção de apoios para chegar ao comando do Senado.
A possibilidade de duas candidaturas do mesmo campo político preocupa aliados, que avaliam que uma divisão de votos poderia favorecer a tentativa de recondução de Alcolumbre.
Rogério Marinho, que foi líder da oposição no Senado e coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que mantém diálogo com Tereza Cristina e que os dois deverão buscar uma convergência em momento oportuno.
“A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos. E, juntos, faremos o possível para derrotar o atual presidente, senador Davi Alcolumbre”, declarou Marinho.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também demonstrou confiança em um entendimento entre os parlamentares. “Tereza sempre esteve conosco e seguirá”, afirmou à CNN Brasil.
Tereza Cristina mantém articulação pela presidência
A senadora sul-mato-grossense segue entre os nomes envolvidos nas negociações para a sucessão no Senado. Tereza Cristina já manifestou a intenção de disputar a presidência da Casa e defende a possibilidade de se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo.
As conversas com Rogério Marinho envolvem a construção de um entendimento para que os dois não disputem os mesmos votos. Segundo declarações do senador, existe um acordo para que haja convergência mais adiante, embora ainda não esteja definido qual dos nomes seguirá na disputa.
O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), também afirmou que Tereza e Marinho não deverão se enfrentar. Segundo ele, as articulações buscam construir uma composição capaz de reunir apoio da direita e de setores do Centrão.
Marinho afirma reunir mais de 40 votos
Durante o anúncio de sua candidatura, Rogério Marinho afirmou que já conta com o apoio de mais de 40 senadores. O parlamentar apresentou sua candidatura como uma iniciativa para pacificar o país e defendeu a retomada do debate sobre a anistia.
A eleição para a presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027. Para vencer no primeiro escrutínio, o candidato precisa obter pelo menos 41 votos entre os 81 senadores.
Do outro lado, Davi Alcolumbre trabalha para permanecer no comando da Casa, contando com apoio de setores do Centrão e de parlamentares da base governista.
O cenário ainda depende das negociações entre partidos e bancadas, especialmente do posicionamento dos senadores do PP e de outras legendas que podem influenciar o resultado.
A disputa promete intensificar as articulações políticas nos próximos meses. Para Tereza Cristina, além da construção de apoios, o desafio será consolidar seu projeto de presidir o Senado em meio à movimentação de outras lideranças interessadas no comando da Casa.


