Mais de 5 milhões de inscritos participam da edição deste ano; professor de redação, Cadu, destaca a importância do pensamento crítico e questiona os rumos do exame.
Enem 2026 começa neste domingo com redação e professor alerta para desafios da educação brasileira

Foto: Divulgação
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 começa neste domingo (8) e mobiliza milhões de estudantes em todo o Brasil. Considerado uma das principais portas de entrada para o ensino superior, o exame representa uma oportunidade para quem busca ingressar em universidades públicas e privadas por meio de programas como Sisu, Prouni e Fies.
No primeiro dia de aplicação, os candidatos farão as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias, além da tradicional redação dissertativo-argumentativa. A segunda etapa será realizada no domingo seguinte, 15 de novembro, com questões de Matemática e Ciências da Natureza.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, pelo horário de Brasília. As provas começam às 13h30. Em Mato Grosso do Sul, os horários correspondem a uma hora mais cedo.
Professor destaca importância da reflexão crítica
Às vésperas da aplicação do exame, o professor Cadu, que atua na área de redação, chama a atenção para o papel do Enem na educação brasileira. Para ele, embora a avaliação represente uma oportunidade decisiva para milhões de jovens, também enfrenta questionamentos sobre seu formato e sua capacidade de refletir as diferentes realidades educacionais do país.
Em sua análise, o exame precisa considerar as desigualdades entre as redes pública e privada de ensino e refletir sobre os modelos de avaliação utilizados para medir a aprendizagem dos estudantes.
O professor também chama a atenção para as discussões sobre possíveis mudanças no formato do Enem, incluindo a adoção de questões abertas e a própria estrutura da redação.
Confira a avaliação do professor Cadu:
“O Enem deste domingo é, ao mesmo tempo, a porta de entrada para o sonho de milhões de jovens e uma prova que atravessa uma crise de identidade. Ele carrega o peso de decidir futuros, mas precisa responder a um país em que escola pública e privada oferecem caminhos desiguais, e em que avaliações como o PISA insistem em expor nossas fragilidades.
O próprio Ministério da Educação já admite estudar questões abertas, e até a redação dissertativo-argumentativa, símbolo do exame, está em discussão. Ou seja, o Enem sabe da sua importância, mas ainda procura o que quer ser.
A quem vai fazer a prova: escreva com consciência. Mais do que cumprir um formato, mostre que você sabe pensar o Brasil.”
Uma prova que vai além do ingresso na universidade
Para milhões de estudantes, o Enem representa a possibilidade de transformar projetos pessoais e profissionais em realidade. Além de avaliar conhecimentos adquiridos durante o ensino médio, o exame exige capacidade de interpretação, argumentação, análise crítica e compreensão dos problemas sociais brasileiros.
Nesse contexto, a redação continua sendo uma das etapas de maior atenção dos participantes, exigindo domínio da escrita, organização das ideias e capacidade de apresentar argumentos consistentes.
Com a realização de mais uma edição, o Enem volta ao centro das discussões sobre educação, oportunidades e desigualdade no Brasil.



