#CAPA

‘Escalada de abuso de autoridade’, critica Catan sobre ação da PF contra réus do golpe

O deputado estadual João Henrique Catan (PL) classificou como “abuso de autoridade” e “uso político do sistema de Justiça” a operação da Polícia Federal deflagrada neste sábado (27). A ação cumpre 10 mandados de prisão preventiva contra réus ligados aos atos de 8 de janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o parlamentar, a mobilização policial contra condenados nos processos relacionados ao 8 de janeiro de 2023 representa um agravamento da tensão institucional no país. Catan avalia que a medida configura “mais um passo na escalada de abuso de autoridade e de uso político do sistema de Justiça contra a direita no Brasil”.

“Há, sim, um ambiente de insegurança jurídica que permite que a prisão de Silvinei seja usada como parâmetro para endurecer, de forma seletiva, contra outros réus do mesmo processo, especialmente aqueles ligados ao presidente Bolsonaro”, avalia o parlamentar.

Catan ainda critica Alexandre de Moraes, afirmando que o relator da trama golpista no STF age “quase como acusador”, ampliando medidas cautelares contra investigados e condenados no caso.

“Não se trata mais de um julgamento técnico, mas de uma atuação marcada por viés ideológico e revanche política, que fere o equilíbrio entre os poderes e corrói a confiança no Estado de Direito, especialmente entre aqueles que pensam diferente do atual governo e defendem o legado do presidente Bolsonaro”, disse ao Jornal Midiamax.

Entenda

As prisões deste sábado ocorrem na sequência da detenção de Silvinei Vasques pela polícia do Paraguai. O ex-diretor da PRF teria tentado fugir para El Salvador após romper a tornozeleira eletrônica.

A PF informou, em nota, que as ordens judiciais foram cumpridas no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. O Exército Brasileiro apoia em parte das diligências.

“Além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas”, afirma o comunicado.

Conforme apurado pelo Estadão, os mandados deste sábado atingem réus dos núcleos 2, 3 e 4 da tentativa de golpe. Os alvos são:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército;
  • Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  • Carlos César Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal;
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
  • Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro para assuntos internacionais;
  • Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
  • Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
  • Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército.
‘Escalada de abuso de autoridade’, critica Catan sobre ação da PF contra réus do golpe

Campo Grande tem média de 41 furtos

‘Escalada de abuso de autoridade’, critica Catan sobre ação da PF contra réus do golpe

Prestes a voltar após 15 anos, nova

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *