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Às vésperas da Quaresma, peixarias de Campo Grande se preparam para alta demanda de vendas

Em 2025, peixarias preveem alta de até 7% nas vendas e pretendem reforçar número de funcionários

Com o inicio da Quaresma a partir desta quarta-feira (5), a demanda por peixes aumenta significativamente e já anima as peixarias de Campo Grade. Período tradicionalmente marcado por penitências e jejuns religiosos, na quaresma muitos católicos deixam de consumir carne bovina até a Semana Santa e optam pelos pescados como alternativa à carne vermelha.

Na Peixaria Moura, uma dos locais com maior variedade de pescados na Capital, a equipe se organiza para atender a alta procura da quaresma. Fernando Alves de Moura, 36, proprietário do local, explica que a principal estratégia de vendas são as promoções semanais, com informações para os clientes cadastrados e ofertas divulgadas nas redes sociais.

“Nós trabalhamos com mais de 60 tipos de peixes e frutos-do-mar, desde pescados de rio até os de mar, que às vezes são mais difíceis de encontrar. Temos fornecedores de várias partes do Brasil, incluindo Piracicaba, o Norte do país e Mato Grosso do Sul, de onde compramos principalmente pacu e tilápia”, detalha.

Apesar de manter as promoções habituais, sem ações específicas para a Quaresma, a expectativa é que o movimento aumente consideravelmente neste mês de março. No entanto, a alta procura ocorre mesmo no período de Semana Santa, que neste ano ocorre entre os dias 13 e 20 de abril.

Tilápia e o pacu lideram as vendas nas peixarias

Peixaria
Peixaria disponíveis para venda (Nathalia Alcântara, Midiamax)

Fernando destaca que os peixes mais procurados nesse período são o filé de tilápia e o pacu, tanto inteiro quanto em postas.

Quanto aos preços, o empresário ressalta que houve um leve aumento no valor do pacu em relação ao ano anterior. O pescado subiu de R$ 29,90 para R$ 32,90 o quilo, enquanto o preço da tilápia se manteve estável.

“O aumento foi um reflexo do mercado, especialmente do custo da ração, que acompanha a alta do dólar e o aumento do preço da soja e do milho. É um efeito cascata”, explica.

Na Semana Santa, empresários triplicam número de funcionários

Peixaria
Promoção em peixaria (Nathalia Alcântara, Midiamax)

A Quaresma é considerada o “Natal das peixarias”, por isso, mesmo faltando mais de 40 dias para a Sexta-feira Santa, celebrada em 18 de abril, os lojistas já se programam para reforçar o número de funcionários.

Para a Sexta-feira Santa deste ano, a Peixalina espera manter o volume de vendas do ano anterior, com uma expectativa de crescimento de 7%, já que os meses de janeiro e fevereiro não indicaram aumento significativo.

“A gente segue o mercado, não dá para aumentar o preço como quiser. Mas a movimentação deve ser intensa, como nos anos anteriores”, conclui Moura.

Devido à alta demanda, o empresário planeja triplicar o número de funcionários. Todos os anos, ele contrata cerca de dez trabalhadores temporários. “Na última semana da Quaresma, de segunda até a Sexta-feira Santa, contratamos trabalhadores temporários para dar conta da alta demanda. Geralmente, dobramos ou até triplicamos o número de funcionários”, afirma.

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