#CAPA #Saúde

Três casos de gripe K são confirmados em MS; estado é recordista em suspeitas.

Mato Grosso do Sul tem três casos confirmados da chamada gripe K, uma variação da Influenza A (H3N2), o que coloca o Estado como recordista no Brasil. O número foi divulgado no fim da tarde desta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde, ao anunciar que intensificou as ações de vigilância do vírus e ainda investiga a origem da contaminação.

No Brasil, foram confirmados quatro casos no total: três em Mato Grosso do Sul e um no Pará, este último associado a uma viagem internacional em novembro.

“Nas duas situações, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos respectivos estados identificaram a presença do vírus e enviaram as amostras aos laboratórios de referência nacional para sequenciamento, conforme os protocolos da vigilância”, informou o Ministério da Saúde.

A pasta intensificou as ações de vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, pois ele pode atingir a população com mais força devido à baixa imunidade para este subtipo, o que facilita uma proliferação mais rápida.

Alerta Internacional

A medida ocorre após a OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde) emitir alerta epidemiológico apontando aumento de casos e internações por essa gripe em países do hemisfério norte, incluindo nações da Europa e da Ásia. Hoje, os registros mais frequentes têm ocorrido em países como Estados Unidos e Canadá.

Dados locais

O último boletim epidemiológico da influenza divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) foi publicado na sexta-feira (12). Até então, o Estado contabilizava 1.058 casos de Influenza A, sendo 15 do subtipo H3N2. As ocorrências estavam distribuídas em Campo Grande (5), Dourados (1), Corumbá (2), Três Lagoas (1), Nioaque (2), Coxim (1), Chapadão do Sul (2) e Ladário (1).

O que é a Gripe K?

A Influenza A é a mais associada a surtos e quadros de maior gravidade. O subclado K é uma variação desse tipo de vírus. “Não se trata de um vírus novo”, esclarece o Ministério da Saúde. Segundo o órgão federal, até o momento não há evidências de que essa variante esteja relacionada a casos mais graves.

Os sintomas da gripe K são iguais aos de outras gripes, mas podem ser mais intensos e durar mais tempo. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Tosse;
  • Dor de garganta;
  • Cansaço.

Cenário Nacional

Neste ano, o Brasil registrou aumento de casos de Influenza A (H3N2) durante o segundo semestre. O padrão incomum foi observado antes mesmo da identificação do subclado K no país.

“Esse movimento começou na região Centro-Oeste e, na sequência, se espalhou para estados de outras regiões. No momento, as regiões Centro-Oeste e Sudeste já apresentam queda nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados à influenza, enquanto Norte e Nordeste ainda registram tendência de crescimento,” explica o órgão federal.

Sobre o subclado K, o ministério destaca que, na América do Sul, não há evidências de crescimento acelerado semelhante ao observado na Europa e na Ásia. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte.

Prevenção

As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra diferentes formas de gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Além de evitar as formas mais graves da doença, a imunização reduz o risco de hospitalizações. Também são recomendadas medidas como uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada dos ambientes.

Três casos de gripe K são confirmados em MS; estado é recordista em suspeitas.

Fim de semana tem Jiraya Uai, Fred

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *