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Famílias madrugam na fila pelo sonho da casa própria no Centro de Campo Grande

Começou nesta quarta-feira (12) a inscrição para sorteio de 250 apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida em três regiões da Capital

O sonho da casa própria levou dezenas de pessoas a madrugarem na fila do Shopping Pátio Central, na Rua Marechal Rondon, Centro de Campo Grande. Começou nesta quarta-feira (12) a inscrição para sorteio de 250 apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida em três regiões da Capital.

As candidaturas ocorrem de forma online pelo site Emha Digital ou presencialmente no Shopping. O atendimento começa às 8h e segue até às 19h, conforme cronograma divulgado pela Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários). As inscrições se encerram em 28 de novembro.

Os empreendimentos contemplam diferentes regiões da Capital:
  • Residencial Jorge Amado – Região Urbana do Lagoa (96 unidades);
  • Residencial Manoel de Barros – Região Urbana do Anhanduizinho (82 unidades);
  • Residencial Nova Bahia – Região Urbana do Prosa (80 unidades).

Falhas no sistema

Irene, do Bairro Jóquei Clube, chegou às 4h30 e encontrou 41 pessoas à sua frente na fila. “Estou na expectativa de conseguir me cadastrar e conseguir a moradia”, diz ela. No entanto, não conseguiu atendimento até às 9h20 por conta de falhas no sistema da Emha.

Na segunda-feira (10) o evento precisou ser adiado por “problemas sistêmicos”, conforme a pasta. Nesta quarta-feira, o início dos cadastros atrasou e segue lentamente, segundo atendentes da Emha, por conta de mais falhas no sistema. As inscrições acontecem na agência do 2° piso, no corredor lateral e no andar de baixo, numa tentativa de diminuir o tempo de espera. No entanto, o sistema ainda estaria lento e caindo.

Eliane Lopes, diarista de 46 anos, saiu do Bairro Tijuca II esperando ser uma das primeiras da fila, mas pegou a senha 89. Ela chegou ao Pátio Central por volta de 6h40 e aguardava atendimento até às 9h30. “Atrasou porque não tinha sistema, tanto que adiou para hoje porque não estava funcionando na segunda. Quando cheguei não estava funcionando, agora voltou”.

Na opinião da diarista, o local deveria oferecer atendimento preferencial. “Eu e outras mães temos filhos especiais e fica muito difícil. Eu sou mãe solo e só eu levo meu filho na escola”. Ana Paula Rodrigues, moradora do Mário Covas, autônoma de 40 anos, concorda. “Cheguei por volta de 7h e já estava com muita fila”.

FIla em frente ao Pátio Central na manhã desta quarta-feira (Foto: Fala Povo, Midiamax)

O que diz a Emha?

Em nota, a pasta responsável pelas questões de habitação e assuntos fundiários confirmou que todas as pessoas que estão na fila serão atendidas. Confira o posicionamento completo:

“A Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA) informa que o sistema de cadastramento apresentou instabilidade no início da manhã desta quarta-feira (12), mas a situação já foi normalizada e o serviço segue sendo realizado normalmente. Em razão da alta procura, o fluxo pode ocorrer de forma um pouco mais gradual, porém todas as pessoas que retiraram senha serão atendidas. Cabe destacar que o cadastro também pode ser feito de forma online, pelo site emhadigital.campogrande.ms.gov.br/inicio“.

Quem pode se inscrever?

Poderão participar as famílias que atenderem aos seguintes requisitos:

  • Morar em Campo Grande há pelo menos 2 anos;
  • Ter renda bruta mensal de até R$ 2.850,00;
  • Possuir inscrição atualizada no CadÚnico; e
  • Não ter outro imóvel residencial nem ter sido beneficiado por programas habitacionais do Governo Federal, Estadual ou Municipal.

Prioridade

A seleção segue regras de classificação e hierarquização, que dão prioridade a famílias em situação de maior vulnerabilidade, conforme prevê as regras do programa. Entre os critérios considerados estão:

  • Mulher como responsável familiar;
  • Pessoa negra, idosa ou com deficiência na composição familiar;
  • Criança ou adolescente na família;
  • Pessoas com câncer ou doenças crônicas;
  • Mulheres vítimas de violência doméstica;
  • Famílias em áreas de risco, assim como em aluguel social ou situação de rua.

Além disso, há reservas legais de vagas, sendo 50% para famílias em vulnerabilidade social; 10% para pessoas com deficiência; 5% para idosos e, por fim, 3% para pessoas em situação de rua.

Pessoas aguardam na fila para atendimento na Emha (Foto: Liana Feitosa, Jornal Midiamax)
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